As Oportunidades de Mercado para Pequenas e Médias Empresas

out 16, 2020 Sem categoria

Faltando pouco menos de 80 dias para terminar,  2020 será lembrado como o ano que veio para transformar os negócios, gerar reflexões profundas sobre hábitos de todos os tipos, promover a inovação acelerada a partir novas tecnologias que até pouco tempo faziam parte das discussões acadêmicas sobre “quando” e “se realmente” a transformação digital atingiria os negócios e empresas.

Um turbilhão de dados e informações emergiu, na tentativa de fornecer ao empresariado e aos gestores algum porto seguro sobre perspectivas e caminhos a adotar para reagir, se reorganizar, se reinventar e atravessar a tempestade rumo a uma nova realidade.

Já mencionei em outro artigo sobre a entrada do “safety car” na pista dos negócios. Essa expressão, que não é minha, traduz muito bem o momento em que as diferenças de competitividade entre as empresas foram reduzidas, abrindo uma janela de oportunidade para pequenas e médias empresas poderem dar um salto de qualidade e ocupar uma nova posição estratégica em seus segmentos.

 

Hoje quero falar sobre alguns aspectos e competências que entendo ser imprescindíveis para que as empresas que estão buscando seu espaço nessa janela de oportunidade, devem desenvolver para crescer de maneira sustentável e lucrativa, ocupando um espaço com solidez e com vantagens competitivas duradouras.

Visão de Mercado – é preciso antecipar-se aos movimentos do seu mercado, analisar as  tendências e necessidades que, atualmente, não estão sendo atendidas. Explorar nichos pouco ocupados e encontrar um diferencial competitivo, criando barreiras aos concorrentes. Essas oportunidades podem elevar as vendas e posicionar a empresa em um novo patamar.

Inovação –  muitos paradigmas foram quebrados durante esses 8 meses e vimos todo a inovação acelerada, transformando a forma de fazer os negócios. A transformação digital vem impulsionando negócios baseados em plataformas de inteligência artificial, IoT, Big data reduziram que reduziram as distâncias entre o clientes e a produtores e muitas soluções estão acessíveis a pequenas e médias empresas para modernizar seus processos e dar um grande passo para o futuro.

Produtividade – a produtividade, um dos parâmetros de competitividade, conversa diretamente com a rentabilidade dos negócios e está associada à velocidade e capacidade de converter as demandas em produtos e serviços, estando presente em todos os processos da cadeia de valor, desde o processo de vendas, passando pela execução dos serviços, burocracia, gestão das  atividades internas. A produtividade permite reduzir custos e aumentar margens e lucro. Metodologias de Gestão e tecnologias estão disponíveis para aumentar a produtividade das empresas e deve ser pensada como forma de alavancar as margens e melhorar a lucratividade.

Controle de Custos – ao longo do desenvolvimento empresarial as organizações nem sempre contam com informações precisas sobre custos receitas, margens e lucro. Esse fato se dá por práticas de gestão simplificadas que não traduzem o desempenho real da empresa, como a contabilidade paralela. Uma avaliação do real desempenho financeiro da empresa (DRE e fluxo de Caixa) fornecem informações importantes acerca do que é necessário para estruturar a gestão e  a partir daí, implementar controles eficazes de custos e despesas, orientando a visão empresarial para resultados. Uma gestão estruturada de custos e finanças permite compreender as margens de produtos, orientam para a política de precificação e conduzem a melhores resultados de margens de produtos e lucro.

Processos de Governança – Toda a Gestão, Financeira e de Processos, deve ser orientada para  uma tomada de decisão robusta, baseada em dados e fatos que permitam antecipar os impactos nos negócios antecipadamente.  Não deve haver espaço para decisões de rompante. Apesar da  intuição ser uma característica importante do empresário, sempre traz riscos para a empresa e maiores serão à medida que a empresa cresce. É preciso organizar os processos internos, os papéis principais da gestão (administração, rh, finanças, operações, vendas, marketing, ao menos), com profissionais preparados e alinhados nas decisões, nas discussões e engajados com o propósito e com a estratégia adotada.

Ferramentas para construção de planos robustos estão presentes e é preciso tomar a decisão de crescer, de ocupar um novo espaço, de aproveitar que as vantagens, por ora, foram reduzidas, para acelerar o crescimento e buscar uma posição mais favorável na nova largada.

A adoção de pilares como os mencionados, bem implementados, pode levar a empresa para um crescimento consistente e lucrativo nos curto e médio prazos. Muitos de nossos clientes experimentaram  a mudança e estão colhendo os frutos de uma estrutura profissionalizada, alicerçada em processos e orientada para resultados.

Como está estruturada sua empresa? Há espaço para algum desses pontos? Comente!

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