Mês: abril 2020

A curva da mudança e o “Novo Normal!”

Muitas das publicações que temos visto nos apresentam que nossa sociedade sairá diferente dessa crise e há meio que um consenso em torno disso. Fala-se do “novo normal”. Coisas que até então não eram tão disseminadas passaram a ser normais, como o trabalho em casa, as reuniões, aulas e treinamentos on-line, a massificação do delivery, a cooperação entre empresas, entre cidadãos e novas formas de fazer negócios e, até mesmo, shows a partir de casa.

Certamente, muitas dessas práticas ficarão. Por que não fazer o lançamento de uma música diretamente de casa em uma live para o mundo todo? Estamos vendo isso, agora. O Novo Normal vai impactar a vida de todos e é importante entendermos que certas coisas virão para ficar e que nosso comportamento e negócios serão impactados.

Vou utilizar o tradicional gráfico da Curva da Mudança, que paralelo podemos traçar sobre aprendizados da crise do COVID-19. Como em todo processo de mudança, existem os que agem rápido e aqueles que ainda estão se perguntando “o que aconteceu?”. Entender esse processo, como funciona, ajudará as pessoas e as empresas a passar pelo momento atual e entrar no “novo normal” como protagonistas e não como coadjuvantes levados pelas mudanças.

O INÍCIO – uma mudança ocorre a partir de um fato ou evento que afeta nossas emoções e nosso nível
de energia. É onde tudo começa e, talvez, seja a parte fundamental deste processo. A forma como reagimos nesse momento definirá como vamos agir durante as próximas fases da mudança. Pensando em termos de energia, estamos em um momento de energia estável e, de repente, algo inesperado acontece!

O CHOQUE – O início de um processo de mudança causa um choque. É o ponto onde a energia inicial passa a se alterar, com as seguintes etapas que seguirão ao fato apresentado. Em um primeiro momento, nos vemos estanques, sem ação, paralisados diante do desconhecido. Ao recebermos a notícia que um vírus, que estava causando mortes na China, chegou ao Brasil, como cada um reagiu? Começamos a nos questionar como isso irá afetar nossas vidas. Será o fim do mundo?

A NEGAÇÃO – O passo seguinte ao choque, um processo natural de autodefesa do ser humano, vem da negação, uma dificuldade de aceitação que aquilo está acontecendo e tentamos manter o controle sobre a situação e queremos acreditar que tudo ainda está como antes. Vimos isso, desde que as primeiras informações foram noticiadas, que não afetaria o Brasil, que não seria  grave ou que nossos negócios não seriam afetados. A energia sobe pelo desconforto da situação.

RAIVA / FRUSTRAÇÃO – A raiva e a frustração são sentimentos que seguem à negação. São associados com sentimentos ruins, mas a energia que produzem tem como o objetivo buscar o controle da situação. Nessa etapa, é comum um descontrole emocional, ações impulsivas na tentativa de retomar o controle. No momento atual, é uma reação temerária. É preciso tomar muito cuidado com as ações tomadas. Tudo o que se resolver aí irá afetar seu negócio no momento da retomada. Soluções fáceis podem prejudicar sua capacidade de entregas e pagamentos.  Superando a fase da raiva e frustração,
passamos a reconhecer e aceitar a realidade daquilo que está acontecendo: a crise realmente chegou, “será que já não tivemos crises o bastante nos últimos anos?”, “agora que parecia que a economia, finalmente começaria e engrenar, tudo vai por água abaixo, novamente?” .”Quantos serão afetados?” “Como isso pode chegar até mim?”.

A BARGANHA / NEGOCIAÇÃO – Passada a raiva, a energia baixa novamente. Quando os ânimos se acalmam e passamos a analisar os impactos que tudo poderá isso vai gerar, mas com a tendência de defender o pensamento de “tudo deve continuar como antes”, (vai passar logo) e  começamos a negociar a situação (seja com os outros, seja com nós mesmos). Ainda resistimos a mudar as regras do nosso jogo. Neste estágio, não medimos esforços para que sejamos favorecidos de acordo com nossas vontades em manter o que acreditamos, como tábua de salvação. Talvez, algumas pessoas até se valham de mentiras para que continue tudo como era. No final das contas, o importante é sair ganhando no grito. 

A DEPRESSÃO – O tempo passa e, depois de tanto negociar, não há mais nada que possa fazer. As forças se esgotam e somos vencidos pelas circunstâncias. A energia se torna extremamente passiva, a ponto de, muitas vezes, a pessoa decidir encerrar seus negócios ou, ainda, perder a vontade de viver. É o fundo do poço. Culpamos os outros pela nossa situação, justificamos, “não fosse a pandemia, tudo estaria melhor”, “se não houvesse o isolamento social horizontal ou vertical, não teria acontecido nada disto”. “ Se o governo”, “se o congresso”, “se os governadores”, “se”… CHEGA! Hora de sair daí!!!

A EXPERIMENTAÇÃO – Acorde, aqui, começa o “novo normal”! Temos a oportunidade de escolher começar uma vida nova e aceitando a mudança. Fazer nascer de novo, uma nova vida, um novo “eu”, uma nova empresa”,  um “novo normal”.  Isolar-se não é o caminho. Seja uma esponja: aumente sua rede de contatos, seus relacionamentos, troque ideias, busque parcerias, faça networking, colabore com outras pessoas e empresas. Essas ações vão gerar energia propulsora para seguir em frente. A energia começa e fluir e caminhar rumo à positividade, ao entusiasmo renovado. A descoberta de ainda estar vivo, apesar de tudo, e começar a enxergar o mundo e os negócios sob outras perspectivas é um forte traço deste momento. Algo como “podemos fazer algo novo” e “podemos nos realizar assim também!” É como uma pessoa que terminou o relacionamento sendo convidada para sair com os amigos e ela começa a perceber que também é possível ser feliz sem aquela pessoa que antes parecia ser a única motivação para viver. 

A DECISÃO e ADAPTAÇÃO – Estamos na curva ascendente da energia. Após descobrir muitas possibilidades de ainda continuar após a mudança, começamos, então, a nos adaptar ao “novo normal”. E aqui voltamos ao ponto inicial de nosso artigo. Empresas e pessoas, que souberam entender o processo de mudança, chegaram aqui mais rápido que outras. Pense como você está nesse processo. A energia começa a ser cada vez mais ativa. Faça testes das novidades, que poderão ser incorporadas aos seu modelo de negócios. Algumas vão funcionar e devem permanecer. Outras não terão sucesso e devem ser abandonadas. Não se apegue! Passamos a compreender realmente o que aconteceu, como impactou nossos negócios e vemos como seremos mais fortes a partir de agora.

INTEGRAÇÃO – Incorpore as novidades ao seu negócio. Tecnologias, práticas, produtos, serviços, logística,  à nossa proposta de valor. É o momento quando temos aquela sensação de dever cumprido e de termos superado mais essa adversidade! Olhamos para trás e temos consciência de um grande aprendizado que levaremos para a vida. Estamos construindo uma nova época que estará registrada
na história! A crise do COVID-19 ficará marcada, junto com a peste negra e a gripe espanhola, com as pestes que mudaram o mundo.  Por isso, fique firme! Estamos realmente em um momento histórico! Conseguimos olhar para trás, para toda a curva e dizer que tudo foi um grande aprendizado e tirarmos a parte positiva de tudo isto. Caminhamos com nossas próprias pernas e continuamos a escrever nosso
próprio destino. 

Um plano de Contingência- Análise SWOT

Análise SWOT, sabe o que é?

A Análise SWOT, é uma das ferramentas mais simples e ao mesmo tempo úteis que uma empresa tem ao seu dispor para elaborar o seu planejamento estratégico, entender o ambiente em que está inserida e criar a base de informações necessárias para planejar seu futuro.

Do mesmo modo, pode ajudar a empresa a enfrentar crises e construir cenários possíveis e pode ser bem útil no momento que estamos passando, com a crise do COVID-19.

Do inglês, SWOT é um acrônimo para Strengths( Forças), Weaknesses (Debilidades ou fraquezas), Opportunities (Oportunidades) and Threats (Ameaças).

Através da Análise SWOT, a Organização poderá ajustar seu posicionamento competitivo dentro do seu segmento de atuação. Esta ferramenta, permite uma avaliação do seu negócio em 2 vetores:

1. De FORA para DENTRO – reconhecer as OPORTUNIDADES que o mercado oferece que podem ser exploradas e permitir sua empresa crescer para alcançar seus objetivos estratégicos como por exemplo, aumentar as vendas, o Market share, crescer territorialmente, ingressar em novos nichos de mercado, melhorar seu posicionamento estratégico, alcançar outros mercados, entre outras possibilidades.

Também permite  reconhecer as AMEAÇAS que rondam sua empresa, tais como, ações dos concorrentes, novos concorrentes, possíveis crises (COVID-19), mudanças de políticas governamentais de juros, mudanças de legislação, enfim, fatores externos que possam afetar seus negócios e prejudicá-lo.

2. De DENTRO para FORA –  reconhecer as FORÇAS propulsoras de sua empresa. Quais são os fatores mais importantes que sua empresa pode utilizar para aumentar sua presença no mercado, como por exemplo, marca, distribuição, relacionamento com clientes, reconhecimento, capacidade produtiva, logística, qualidade superior, entre outras.

Por outro lado, reconhecer também quais são suas vulnerabilidades, também chamadas de FRAQUEZAS, que, se forem expostas poderão impedir sua empresa de crescer nos cenários que irá construir. Os mesmos fatores que expusemos como fortalezas para algumas empresas, podem ser fraquezas
para outras.

Quando você fizer sua análise de mercado e de negócio poderá confrontar as oportunidades de mercado, com suas fortalezas e, assim, encontrar novos caminhos para crescimento.

Por outro lado, ao confrontar as oportunidades com as fraquezas, verá que não tem capacidade para capturar essas oportunidades devido a falta de competências internas. Reconhecer isso, pode ser o caminho para começar a reforçar estas competências e poder explorar novas oportunidades.

Ao cruzar as ameaças com as fortalezas, você poderá saber que fatores “pressionarão” sua empresa nesse momento. É hora de reforçar estas fortalezas para passar sem problemas.

Por fim, ao confrontar as ameaças com suas fraquezas, verá que sua empresa está  exposta
e vulnerável e, confirmando aquela ameaça pode ser um desastre para seus negócios. Neste caso é preciso construir um plano de contingência urgente, para blindar seu negócio dos fatores que podem prejudicá-lo. 

Estamos disponibilizando, gratuitamente, para você, um modelo de SWOT para que você possa fazer as análises necessárias neste momento da crise, reconhecer as oportunidades e ameaças e construir um plano de contingência e de retomada a partir dos fatores que reconhecer.

Entre em contato com a gente e receba sua Matriz para realizar sua própria análise e elaborar o seu Plano de Contingência e retomada para depois da crise.

Digite seu e-mail, para que possamos continuar com você.

Da Crise à Retomada

Como sobreviver à crise e sair mais forte!

A retração da economia no Brasil, decorrente do CORONAVIRUS, está apenas começando. O pico da pandemia ainda não chegou e deve chegar por aqui em meados de junho, com duração até o final de julho, quando a curva de tendência deve começar sua inversão e, então, as atividades econômicas começarão a retomar. As empresas que conseguirem sobreviver até lá, terão a oportunidade de sair mais fortes e mais competitivas.

Como temos tratado em nossos artigos e no contato direto com nossos clientes e parceiros, a demanda de consumo não foi extinta, está sufocada.

Também é importante considerar que, possivelmente uma parcela de nossos potenciais clientes terá dificuldades em continuar consumido em função de desemprego ou perda real de renda. Esse fator é importante para revisar nossas condições comerciais e oferta de produtos, considerando melhores condições.

A tendência é que a recuperação do consumo inicie a partir de agosto. Em algum momento a partir daí, as empresas vão experimentar o que chamamos de efeito chicote.

Esse efeito ocorre quando um fator externo afeta pontualmente a demanda, positiva ou negativamente e, logo em seguida existe uma normalização. No caso, devemos ter efeitos fortes, pontuais de retomada, que irão pressionar as capacidades instaladas, a produtividade e a capacidade de distribuição e entregas.

As empresas chinesas já estão experimentando esse efeito a partir de agora e, a questão que se coloca é, como nossas empresas devem se preparar para quando esse efeito chegar ao Brasil.

Como escrevemos em artigo anterior, este é um excelente momento para as empresas reescreverem suas histórias e, especialmente agora, é hora de tomar algumas decisões que irão impactar os negócios imediatamente e mais à frente.

  1. Controle as finanças – faça uma análise completa e detalhada dos custos, do fluxo de caixa. Faça projeções com cenários pessimistas e otimistas para as vendas começarem a retomar. (30, 60, 90 dias), o que vai acontecer com nosso negócio em cada um dos cenários? Tome as decisões corretas para manter a saúde financeira para o pior cenário.
  2. Entenda o impacto futuro daquilo que está fazendo agora – ao tomar decisões de redução de custos ou de capacidades, saiba exatamente como estas decisões irão afetar sua capacidade de reação no futuro e projete, dentro de um cronograma factível, o momento que deverá começar a se movimentar e recuperar aquelas capacidades para que, quando a demanda voltar, possa reagir rapidamente.
  3. Esteja próximo dos seus Clientes – Converse com eles. Eles ainda estão precisando de você e, mantê-los é mais simples que conquistar novos! Muitos empresários, nesse momento, avaliam o seu negócio como existia até hoje, com seus produtos mais vendidos e aqueles que não tinham tanta procura. Uma empresária dona de  uma loja de óculos estava pessimista, pois, óculos de grau e de sol teriam sua demanda reprimida e a loja deveria ficar fechada. Em nossas conversar identificamos um produto que não é o carro chefe da empresa, mas que tem uma necessidade crescente: os óculos de segurança. O desafio passa a ser, como fazer chegar estes produtos aos clientes antigos e pasmem”, novos clientes!!!
  4. Revise os Canais de vendas e de relacionamento – a tecnologia veio para ficar e precisa ser uma aliada das empresas. Nunca mais o comércio será como era antes da crise. Novas janelas foram abertas e, quem souber aproveitar e incorporar em seu modelo de negócios terá uma vantagem na retomada. Cursos online, delivery, entre outras formas, certamente passarão a ser recorrentes e poderão compor uma fatia importante do seu negócio. Pense nisso! É possível que os novos formatos e novos produtos, possam manter minimamente sua empresa durante a crise! Vá para cima! Crie novas receitas!
  5. Seja transparente com sua equipe – também em outro artigo que escrevi, trouxe o exemplo de Jack Welch para dentro das empresas, nos momentos de crise. Seja transparente com os colaboradores. Coloque-os junto com você. Veja o que têm a dizer. Reconheça boas ideias e coloque em prática, mas, avalie rápido se funcionam ou não. Agilidade para testar também será fundamental. Sua empresa sairá mais forte com uma equipe engajada para a nova etapa.

A i2p Consulting pode auxiliar você a sua empresa a construir esse novo processo, controlar o momento e organizar as armar para o momento correto de acelerar. Fale com a gente!