Mês: outubro 2019

Como o diagnóstico pode ajudar na jornada para a transformação digital

Vejo muitas empresas e executivos, decidindo por ingressar na indústria 4.0. Não podemos ficar para trás, dizem eles. Encomendam projetos às suas equipes para que trabalhem pela transformação digital.

Em nosso trabalho, auxiliando as organizações que tomam este tipo de decisão, procuramos desenvolver inicialmente uma Visão de longo prazo. Como a Organização se enxerga na era da transformação digital? O que queremos ser capazes de fazer quando chegarmos lá? São questões de suma importância, antes de se colocar a mão na massa e requerem, bastante trabalho, reflexões, para se chegar a uma visão corporativa.

Uma Visão clara e bem concebida, dará o direcionamento sobre onde se espera chegar e permite auxiliar no diagnóstico inicial, na visão do estado atual, que passa a se comparar com o estado desejado.

Pois bem, outra decisão importante a ser tomada, está relacionada ao alcance. Por onde vamos iniciar? Quais são as áreas da organização que entrarão nesta jornada? Outro ponto importante: será preciso deixar alguns “fingers”, ou pontos de conexão da área definida como objetivo, e as áreas que, mais adiante, irão ser incorporadas ao projeto.

Tomada a decisão, o diagnóstico passará, então, a avaliar o estado atual dos processos que estão dentro do alcance do projeto, considerando:

  1. Digitalização – quanto desse processo está digitalizado, atualmente e que ações ou decisões precisam ser tomadas (incluindo investimentos), para que passe a ser totalmente digital? A grande maioria das empresas já conta com sistemas de Gestão ERP na gestão do dia-a-dia, mas, muitos dos controles, ainda são feitos de maneira manual em chck-lists ou mesmo em papel que, muitas das vezes, não tem valor algum em termos de informação para a tomada de decisões. Existem ainda, outros sistemas, que trabalham de maneira paralela, seja para gerenciar a produção, a manutenção, a frota, a qualidade, os estoques e que, não conversam com o sistema ERP. Compreender cada um dos controles, sua finalidade e destino faz parte do processo de diagnóstico. Pensar ainda, o que cada processo deve ser capaz de fazer na visão 4.0 ajuda a definir o que deve ser feito para chegar lá.
  2. Integração dos Sistemas – já vimos que as empresas possuem diversos sistemas, que trabalham de maneira paralela, dando informações relativas para tomadas de decisão pontuais. A integração desses sistemas é uma etapa importante na jornada da transformação digital, porque, diversos aspectos da qualidade, da produtividade, do esforço e condições de máquinas e equipamentos precisarão ser levados em conta, quando a inteligência artificial, a modelagem, simulação e big data precisarem trabalhar, para buscar os melhores caminhos para a produtividade, os menores custos e a maior qualidade para se produzir um bem ou serviço.
  3. Iot – a Internet das coisas (iot) prevê que os dispositivos e equipamentos se comunicam entre si e enviam informações instantâneas, para algum lugar onde serão armazenadas para tratamento. A maioria dos equipamentos e dispositivos já são preparados para transmitir informações sobre o que está acontecendo em determinado processo. Compreender quais são os dados e informações que serão necessários de quais processos e, como vão compor a análise dos dados, faz parte da decisão de como implementar sistemas que permitam transformar aqueles dispositivos, em equipamentos que enviam seus dados e informações através de sistemas wireless, para serem tratados posteriormente.
  4. Big Data – a quantidade de dados e informações que são coletados e enviados passam a ser armazenados em sistemas Big Data, com capacidade de armazenar e tratar milhões de informações de maneira instantânea. Qual deve ser a plataforma que melhor vai atender a visão e as necessidades da empresa?
  5. Nuvem – não é possível trabalhar com tantas informações e dados utilizando os servidores das empresas, por isso, o armazenamento de dados em nuvem, com capacidade muito maior, passa a ser estratégico para o avanço da transformação digital;
  6. Inteligência Artificial – nosso cérebro, ou mesmo, os modernos computadores terão dificuldades para tratar os dados coletados. A inteligência artificial trabalha com aquela infinidade de dados, buscando padrões, que serão utilizados para responder questões do tipo: onde será melhor produzir? Em qual processo ou linha de produção? Qual deve ser o caminho mais curto para alcançar a demanda do cliente? Como mobilizar de maneira ágil e econômica a cadeia de valor? Já imaginou a quantidade de dinheiro envolvida nessas decisões?
  7. Simulação, Impressões em 3D e Segurança cibernética – esses 3 últimos pilares da i4.0 tem funções importantes, em se reduzir os tempos e caminhos para alcançar os objetivos. O que mais vemos são os simuladores sendo utilizados para treinamento a distância ou, mesmo, para operação à distância, mas, podem ainda, ser utilizados em modelagens complexas para desenvolvimento de produtos, logística e testes de viabilidade antecipados.

As impressões em 3D permitem reduzir mais custos na cadeia de valor, permitindo a produção de protótipos, e mesmo, componentes que antes, precisavam estar nos almoxarifados.

A segurança cibernética é, talvez, uma das partes mais sensíveis do programa pois é preciso garantir a segurança dos dados, sua disponibilidade e, ainda dos segredos industriais.

Na jornada para a transformação digital, o diagnóstico ajudará a compreender o estágio de cada um dos processos considerados no projeto e direcionará os esforços, permitindo compreender por onde começar, para que a cada etapa, sejam percebidos avanços e ganhos financeiros, que vão servir de oxigênio para as etapas subsequentes.

Acredito que todos nós temos exemplos de projetos que se estenderam em demasia, sem que se pudesse perceber seus avanços e seus ganhos. Isso vai consumindo os recursos, a paciência da direção e pressionando a equipe. Quantas vezes não acabaram sendo abortados, por falta de uma visão construtiva de buscar pequenas vitórias ao longo do tempo, motivando a equipe e mostrando à Organização que o caminho percorrido é promissor.

Para quem ainda não tinha uma compreensão da integração e os por quês de cada um dos pilares da i4.0, essa reflexão busca dar sentido e o caminho para a jornada da transformação digital. Vamos juntos?

Fale com a gente! contato@i2p.com.br.

Conheça o Programa de Mentoria Empresarial

A atividade empresarial é, muitas vezes, solitária. Empreendedores e empresários, enfrentam, frequentemente, situações em que precisam tomar decisões, muitas das vezes difíceis, e é comum que vejam nesse momento, uma situação de sofrimento e de reflexão, por não ter com quem dividir as decisões ou, até mesmo, contar com um cenário melhor do problema, informações mais consistentes para tomar as melhores decisões.

A quem se destina o Programa de Mentoria Empresarial?

O Programa de Mentoria Empresarial foi desenvolvido para empreendedores e empresários que desejam fazer uma reflexão mais profunda sobre seu modelo de negócios, seu posicionamento, revisitar os processos internos, suas estruturas de receitas e custos, visando elaborar um plano de negócios, com ações estratégicas, necessárias para aumentar seus resultados e sua rentabilidade de maneira sustentável.

Visa, ainda, compreender tendências e promover uma maior compreensão do negócio, sua estrutura e construir uma bússola a seguir de forma estratégica, que permita orientar suas decisões ao longo da jornada.

O Programa

O Programa de Mentoria Empresarial traz o que a maioria das pessoas busca: conciliar os objetivos profissionais à vida pessoal e ao perfil empreendedor, conhecendo as fortalezas e oportunidades do empresário e de sua empresa, para que haja congruência de objetivos e ações. Ao longo de 16 semanas o empresário um suporte individualizado e passará por 7 etapas-chave com o mentor.

  1. Conhecendo o empresário – compreender sua qualificação, histórico, como se preparou, trajetória e interesses; alinhamento de expectativas, harmonizando objetivos profissionais e vida pessoal.
  2. Assessment Empreendedor – Avaliação de perfil empreendedor, fortalezas, comportamentos que favorecem, pontos de atenção e desenvolvimento do perfil do empreendedor que devem ser levados em conta para o desenvolvimento dos negócios e formação de equipe;
  3. Visão Empresarial – quais são os objetivos e metas, resultados que se pretende alcançar;
  4. Autodiagnóstico – analisar de maneira profunda aspectos estratégicos da empresa para compreender o que se está fazendo bem, aquilo que é necessário ajustar, bem como despertar para oportunidades, ainda não pensadas para impulsionar os negócios, passando por:

4.1- Clientes -quem são os clientes, onde estão, o que desejam, quais as necessidades que são atendidas;

4.2- Oferta de valor – quais são os produtos e serviços que são ofertados atualmente, que necessidades resolvem, para quais clientes de destinam, que atributos de valor levam que diferenciam a empresa no mercado;

4.3- Canais – quais são os canais que são utilizados atualmente para visibilidade dos produtos, como são explorados, que resultados têm e quais são as oportunidades de melhoria;

4.4- Relacionamento com o cliente – quais são os canais de relacionamento, estratégias de retenção e fidelização utilizadas e que oportunidades se apresentam;

4.5- Receitas – de onde vêm, canais e meios de pagamento atualmente utilizados, como os produtos e serviços são cobrados, oportunidades de melhoria existem;

4.6- Recursos chave– quais são os recursos mais importantes que são disponibilizados para executar a oferta de valor, eficiência, eficácia e oportunidades de melhoria;

4.7- Atividade-chave– quais são as atividades mais importantes (processo-chave) para a produção da oferta de valor, como são realizadas, que controles são realizados, quem são os responsáveis, que oportunidades existem em termos de qualidade, produtividade e custos, estrutura organizacional requerida.

4.8- Alianças estratégicas– quais são os principais parceiros de negócios que cooperam com a empresa para levar a oferta de valor até os clientes; que atividades, alianças ou novos parceiros podem ser integrados a este processo como forma de levar os produtos e serviços mais adiante.

4.9- Custos– estrutura de custos, DRE, fluxo de caixa, margens, precificação e oportunidades de aumentar a rentabilidade do negócio;

  1. Análise estratégica – análise SWOT, priorização das oportunidades mapeadas durante as sessões e identificação daquelas com maior potencial de alcançar os resultados esperados, e o esforço a ser empregado;
  2. Plano de ação– desenvolvimento do plano de ação estruturado para levar adiante as ações estratégicas priorizadas com prazos, responsáveis, metas e indicadores.
  3. Análise da rotina e administração do tempo – priorizando as atividades para garantir a execução do plano no tempo e nos resultados esperados.

Ao final do Programa, contará com um plano de ação completo, estratégico e priorizado para implementar mudanças, corrigir processos, reforçar suas fortalezas e colocar em prática para melhorar a performance organizacional.

Gostaria de saber mais? Fale com a gente: contato@i2p.com.br e agende uma sessão inicial sem compromisso para compreender melhor e tirar suas dúvidas.

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